Sobre Tecnologias e Pessoas - ainda precisamos conversar com humanos
- Maria Rejane Arboite

- 7 de nov.
- 2 min de leitura
Num contexto em que a tecnologia avança, nos envolve e, às vezes, até nos engole, conversar com pessoas reais passou a ser um luxo — não acha?
Tenho usado várias ferramentas de inteligência artificial para receber feedback sobre textos que escrevo (inclusive este), para traduzir trechos e até corrigir minha pronúncia em outros idiomas. São fantásticas. Sinto-me amparada naquele momento e naquela demanda.
Eu li artigos que mostram como muitas pessoas conversam com o ChatGPT — às vezes porque se sentem solitárias, perdidas ou angustiadas por diferentes razões. No passado — e menos no presente — as portas das igrejas estavam sempre abertas para que as pessoas pudessem entrar orar e encontrar alguém para dividir o fardo do dia. Acredito que hoje, de certo modo, as ferramentas de IA ocupam esse papel — e, melhor ainda, algumas estão disponíveis de graça.
Mas elas não são pessoas. São programas criados por excelentes profissionais que estudaram perfis, analisaram dados, sintetizaram pesquisas e resumiram teorias e comportamentos sociais.
Conversar com uma pessoa, cujo coração bate e pulsa, que se empolga em tentar resolver nossa problemática, que sorri e, às vezes, se emociona conosco, é diferente. Podemos encurtar distâncias por meio de videochamadas, mas ainda assim, é humano.
Sem sombra de dúvida, as automações na área de RH são extremamente relevantes para a produtividade. Entretanto, quando avaliações, feedbacks, pesquisas de clima, entrevistas de seleção e análises de perfil se transformam apenas em textos e dados armazenados para alimentar indicadores de gestão, sem diálogo, o cenário me parece futurista demais.
Finalizando, profissionais de RH, antes de escolherem o caminho mais produtivo, não se esqueçam de observar o contexto em que estão inseridos — a cultura de trabalho, o comportamento dos colaboradores e das lideranças. Talvez as pessoas estejam apenas buscando uma porta aberta, e alguém disposto a conversar — de humano para humano.
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Sobre Tecnologias e Pessoas - ainda precisamos conversar com humanos!
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