💬 O Estereótipo do Feedback na Avaliação de Desempenho
- Maria Rejane Arboite

- 20 de nov.
- 2 min de leitura
Quando alguém diz “Vou te dar um feedback”, qual é a primeira sensação que surge?
Para alguns profissionais, é sinal de oportunidade: “Legal, vou aprender e melhorar!”. Para outros, é quase um aviso de crítica: “Pronto, vem problema por aí…”.
Nesse contexto, a palavra feedback parece carregar a ideia de alguém falando e alguém apenas ouvindo — uma comunicação predominantemente unilateral. E é justamente esse entendimento que pode ter se tornado um estereótipo dentro dos processos contemporâneos de gestão de pessoas.
Na ocasião em que eu participava desses momentos — especialmente no feedback formal entre líder e liderado — observava um padrão: o gestor apresentava pontos positivos, destacava aspectos a melhorar, o avaliado concordava, preenchia o PDI e, em seguida, o documento era entregue ao RH ou finalizado na plataforma.

Durante muito tempo, eu mesma chamava essa etapa de “Feedback de Avaliação” nas empresas onde implantava políticas de Avaliação de Desempenho. No entanto, ao me aprofundar em gestão de recursos humanos articulada por competências, encontrei uma nova perspectiva proposta por alguns autores — e ela fez muito sentido para mim.
Pesquisadores como Joel Dutra, da USP, passaram a tratar esse momento como “diálogo de avaliação” ou “diálogo de desenvolvimento”. Essa mudança de enfoque ampliou minha compreensão sobre a natureza dessa conversa.
🔄 Por quê? diálogo pressupõe troca — e não apenas escuta. É uma conversa bidirecional que cria um ambiente de confiança para que líder e liderado possam falar sobre:
desafios;
angústias;
recursos disponíveis;
barreiras ao desempenho;
perspectivas de desenvolvimento e futuro.
✨ E o feedback? Continua sendo indispensável. Não se trata de eliminar o termo feedback, que continua sendo uma ferramenta essencial na rotina da liderança — especialmente para apontamentos pontuais, comentários sobre resultados específicos ou ajustes imediatos.
Mas, quando a empresa adota um modelo formal de Avaliação de Desempenho, é valioso criar um novo espaço: um diálogo. O termo traz a ideia de uma conversa em que há trocas genuínas.
🔎 E você, o que pensa sobre isso? Faz sentido para você essa mudança de abordagem?
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