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“Rotatividade nas empresas: quando os processos falham antes das pessoas”

  • Foto do escritor: Maria Rejane Arboite
    Maria Rejane Arboite
  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

A rotatividade de pessoal deve ser sempre encarada como um prejuízo. Quando alguém deixa a empresa, além dos custos do processo rescisório, há todos os investimentos feitos em treinamentos, as horas de trabalho de todos os envolvidos nos processos de seleção e onboarding, além dos benefícios já pagos.


Uma empresa com alto índice de rotatividade — acima de 10% ao ano, segundo algumas pesquisas — não sofre apenas perdas financeiras. Ela também pode ter perdas significativas de conhecimento, que às vezes acabam indo parar na concorrência.


Com frequência, escuto de alguns empresários menos preparados que as pessoas não permanecem nas empresas porque “não têm qualificação”, “são preguiçosas” ou pertencem a uma “geração mais frágil para o trabalho”.

Não vou entrar aqui no mérito da liderança ou da cultura organizacional, embora ambos sejam fatores decisivos para a retenção. Quero, em vez disso, refletir sobre a tríade pessoas + processos + resultados.


São as pessoas que executam processos que geram resultados. Então, por que tantas vezes, quando os resultados não são satisfatórios, a solução escolhida é a troca da equipe ou de um profissional? Pode parecer uma resposta rápida — e de curto prazo —, mas raramente é a mais eficaz.


Processos falhos e estruturas organizacionais confusas podem ser a verdadeira causa do rodízio de pessoas. Isso vale tanto para os casos em que os funcionários pedem demissão quanto para aqueles em que a empresa decide pelo desligamento.

 

Nesse contexto, é fundamental perceber que a sobrevivência de uma empresa ao longo do tempo depende da retenção do conhecimento e de processos adequados e coesos. Portanto, corrigir falhas na operação deve ser uma ação contínua, que exigirá paciência, mas é, a meu ver, o eixo central da gestão de pessoas e resultados.


Empregados com marcar laranja no rosto
Por que tantas vezes, quando os resultados não são satisfatórios, a solução escolhida é a troca da equipe ou de um profissional? https://www.p3rh.com.br/ 


Melhorar a seleção de pessoal, utilizar testes, técnicas e filtros até encontrar o candidato adequado é uma ação válida — mas não suficiente. O desafio aqui não é apenas encontrar profissionais que atendam a todos os requisitos da vaga, e sim criar estímulos para que possam aplicar suas competências e potencial em prol dos resultados planejados.

Se a estrutura e os processos não estiverem alinhados, até os melhores talentos perderão o brilho e enfrentarão barreiras para performar. A consequência é previsível: desmotivação, baixo desempenho e desligamentos.


Pessoas motivadas precisam de ambientes coerentes, onde suas competências façam sentido e seus resultados possam florescer. Reter talentos, afinal, não é apenas contratá-los — é oferecer condições para que continuem crescendo junto com a empresa.


Investir em processos sólidos e coerentes é investir em estabilidade organizacional e em resultados sustentáveis.

1 comentário

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Izabel
há 15 horas
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Excelente post, como costumam ser os que a Rejane escreve. Mostra com clareza como processos sólidos são essenciais para reter talentos e alcançar resultados duradouros.

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